Mostrando postagens com marcador EXERCICIOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EXERCICIOS. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de maio de 2013

EXERCÍCIOS ABDOMINAIS


 
 
Observar-se que, hoje em dia, a maioria das aulas de ginástica feitas em academias, escolas, clubes e na própria residência, tem destinado uma grande atenção para os exercícios abdominais.

Eles são responsáveis por grande parte dos movimentos e manutenção da postura do ser humano. Alguns resultados de estudos realizados mostram que esses músculos perderam grande parte de sua potência devido à posição ereta. Isto exigiu da espécie humana um trabalho permanente da musculatura abdominal, razão pela qual tornou-se necessário o seu fortalecimento até mesmo entre aqueles que não praticam exercícios físicos regulares.

O objetivo dos exercícios abdominais é o fortalecimento dos músculos da parede abdominal e não do emagrecimento. A sua prática regular, unidos a uma atividade física aeróbia (caminhar, correr, pedalar, nadar) é de uma boa alimentação traz inúmeros benefícios, entre eles:

            Equilíbrio postural;

            Sustentação visceral;

            Eficiência respiratória;

            Eficiência do processo digestivo;

            Prevenção contra traumatismo;

            Prevenção contra diastases;

            Proteções às áreas abdominais sujeitas a herniações;

            Melhora da estética.

 

Só isso já é motivo de sobra para começar ou continuar exercitando a musculatura abdominal.

Há vários programas de treinamento físico, cada qual com um objetivo especifico. Alguns visam á redução de peso, outros o fortalecimento muscular, e



outros ainda, ao aumento do condicionamento físico geral. Mas todos devem incluir algum tipo de exercício abdominal, e estes devem ter um padrão de execução correta, tornando-os seguro e efetivos, caso contrario, podem ser lesivos para a coluna.

Percebemos que a maioria dos alunos / clientes pratica os exercícios abdominais de forma inadequada, quando comparamos com outros grupos musculares. Isto porque ambos os sexos visão reduzir as gorduras localizadas nessa região, é dão muita importância à aparência como uma forma de satisfazer seus desejos e de mostrar uma imagem confiante. Claro que isso depende de cada individuo, porém todos gostariam de ter um abdominal vigoroso e definido. A barriga é considerada o inimigo número um, pois incomoda tanto os gordinhos como os magrinhos.

Antes de falarmos dos exercícios propriamente ditos, vamos falar sobre a musculatura abdominal.

O nosso corpo e formado de vários sistemas: ósseo, muscular, nervoso e sanguíneo. Cada um deles possui funções importantes, e com a união desses sistemas, o nosso corpo produz vários tipos de movimentos que podem ou não atuar de forma negativa sobre a coluna vertebral e, conseqüentemente, sobre todo o organismo.

Podemos observar que entre a caixa torácica e a pelve, existe um espaço, ocupado por vísceras pesadas, não existindo nenhum segmento ósseo de sustentação em torno delas. A metade do peso corporal se acha em equilíbrio estável sobre a coluna lombar, daí a grande importância da musculatura abdominal ser exercitada, pois ela reveste a parede anterior, posterior e laterais do abdome. Os músculos abdominais anatomicamente se dispõem em camadas. A mais externa é formada pelo reto anterior do abdome e oblíquo externo ou maior (fibras anteriores e laterais), a intermediária é formada pelo oblíquo interno ou menor (fibras anteriores e laterais) e a mais profunda é formada pelo transverso do abdome. Os músculos trabalham juntos e, dessa forma, em qualquer ação envolvendo o abdome, a maioria dos músculos será ativada até uma certa extensão.


 
Ao olharmos para um músculo abdominal durante um exercício, devemos considerar como cada músculo está atuando para podemos criar um movimento, e como este pode limitar um movimento de acordo com o seu comprimento. Podemos resumir da seguinte forma: o músculo reto abdominal flexiona o tronco e eleva o quadril quando a pessoa está deitada de costas (flexão). Os oblíquos interno e externo giram a coluna (rotação do tronco) e os transversos contraem o abdômen (estabilidade). É muito importante também ressaltar os músculos flexores do quadril: o iliopsoas ou psoas e ilíaco e o reto femoral, pois quando levantamos as duas ou uma das pernas eles entram em ação.
Para um músculo se tornar mais forte, ele deve ser trabalhado mais efetivamente do que o seria nas atividades diárias. Sendo assim precisamos decidir a ordem do exercício, o tipo de exercício, sua duração, intervalo, freqüência e intensidade.
Com relação à ordem do exercício, sugerimos que estimule primeiramente os músculos abdominais mais profundos. O tipo de exercício varia conforme a necessidade do aluno, pois deve levar em conta, as suas limitações e problemas posturais. A duração da atividade está relacionada com o planejamento da aula (intenção do exercício) e da disponibilidade do cliente (10 a 30 minutos). O intervalo entre um exercício e outro de baixa intensidade varia de 15 a 30 segundos, mas para exercícios intensos (sobrecargas), varia entre 60 a 120 segundos. A prática (freqüência), deve ser diária, desde que, os exercícios abdominais sejam de baixa intensidade. Quanto à intensidade varia conforme o perfil do aluno: series (Iniciantes - 01 A 02, intermediário – 02, avançados - 02 A 04), e repetições (Iniciantes - 10 A 20, intermediário - 10 a 30, avançados - 10 A 50).
Existem dois tipos de contração muscular que devem ser realizados durante a execução dos exercícios abdominais, proporcionando assim diferentes adaptações em termos gerais de saúde e condicionamento físico.
 
            - Contração Muscular Isométrica – Ocorre quando tensionamos o músculo e o mantemos contraído sem causar movimento numa articulação. Serve para melhorar a eficiência da musculatura abdominal, permitindo a manutenção da postura durante as atividades diárias ou de algum esporte especifico.
 
            - Contração Muscular Isotônica – Ocorre quando tensionamos o músculo e o mantemos contraído durante o movimento de uma articulação. Serve para melhorar a força da musculatura abdominal, contribuindo para a performance de movimentos específicos requeridos em atividades cotidianas ou esportivas. Esse tipo de contração pode ser dividido em contração muscular Isotônico concêntrica e excêntrica.
            - Contração Muscular Isotônico Concêntrica – Ocorre quando a origem e a inserção do músculo se aproximam pela flexão articular. (contração).
- Contração Muscular Isotônico Excêntrica – Quando a    inserção      e a origem do músculo se afastam.(alongamento).
 
Quando um músculo é fortalecido, sua forma realmente muda. O músculo se torna maior e mais rígido e há alterações nos componentes químicos que ele contém. Essas mudanças constituem o que chamamos de adaptação ao treinamento.
Existem quatro movimentos que devem ser utilizados pelo individuo durante a prática dos exercícios abdominais, com intuito de promover um estímulo maior ao músculo, nas diferentes posições e ângulos, na qual não está acostumado a ser estimulado.
             
            1. Movimento de flexão do tronco sobre os membros inferiores - São exercícios abdominais onde ocorrem à aproximação do tronco sobre o quadril. Esse tipo de movimento possui inúmeras variações de acordo com a atitude da coluna lombar, o ângulo de flexão do quadril e joelhos e posição dos braços e pernas.



 

            2. Movimento de flexão dos membros inferiores sobre o tronco - São exercícios abdominais onde há aproximação do quadril sobre o tronco. Esse tipo de movimento possui inúmeras variações, de acordo com a atitude da coluna lombar e pelve, o grau de flexão do quadril, joelhos e posição dos braços e pernas.

 

            3. Movimento de flexão simultânea de quadril e tronco ou mistos - São exercícios abdominais onde há aproximação simultânea dos quadris e o tronco. Alguns Especialistas consideram esse movimento, o mais completo para o fortalecimento da musculatura abdominal. Existem inúmeras variações, de acordo com a atitude da coluna lombar e pelve, o ângulo de flexão do quadril e joelhos, posição dos braços e pernas.

 

            4. Movimento de flexão lateral do tronco - São exercícios abdominais que tem por objetivo salientar a ação dos músculos oblíquos, interno e externo, de maneira que se aproximem lateralmente o gradil costal dos quadris. Pode ser executado de duas maneiras, na posição em pé ou de lado. Possuem algumas variações na flexão lateral da coluna lombar, torção do tronco e posição dos braços e Pernas.

 

Os exercícios abdominais são constituídos de inúmeras atitudes e posições que podem e devem ser combinadas para formar alguns movimentos que exercitem a musculatura abdominal desejada. Para isto basta criatividade e objetivos definidos. Segundo Langlade (1975), atitude refere-se a um segmento ou zona e posição considera o corpo todo. Resumindo, uma posição é a expressão de várias atitudes.

Muitos questionam qual o segredo dos exercícios abdominais. Particularmente observo que está na respiração correta durante a execução dos exercícios abdominais, ou seja, expire sempre na contração (fase concêntrica), pois ao removermos o ar dos pulmões, permitimos uma contração mais completa


dos músculos abdominais, diminuindo a pressão intra-abdominal, o que facilita muito na flexão da coluna. E inspire no relaxamento (fase excêntrica). Quando for exercitar os exercícios abdominais, devem sempre prevalecer os de dentro para fora, ou seja, comece sempre pelo transverso (músculo mais profundo), depois os oblíquos e por fim o reto abdominal (músculo superficial). Não esqueça também de observar as inserções e origem de cada um desses músculos.

Hoje em dia nas academias, escolas, clubes e na própria residência, os exercícios abdominais são executados em séries, onde se realiza um determinado número de repetições de um movimento, com pequenos intervalos, e depois se realiza outro número de repetições e assim por diante. Fica a critério de cada um repetir ou não o mesmo exercício abdominal. Eu, particularmente, aconselho montar séries com algumas variações conforme a necessidade e o atual condicionamento físico de cada aluno / cliente, mas sem repeti-los, pois percebo que se torna mais motivante.

Ao criarmos um programa de exercícios abdominais, este deve sempre respeitar a individualidade biológica do praticante, com a finalidade de trazer benefícios para a saúde e conseqüentemente melhorar a qualidade de vida.

 

Referências Bibliográficas:
DOMINGUES FILHO, LUIZ A – Exercícios abdominais: estratégias x resultados – 2.000, Editora Ícone, São Paulo, SP.
LANGLADE, ALBERTO – Gimnasia especial (corretiva): curso teórico – 1975, Editora Stadium, Buenos Aires, Argentina.
 

sábado, 27 de abril de 2013

EXERCÍCIOS LOCALIZADOS


Exercícios localizados são aqueles que exigem esforço especial de um grupo muscular de cada vez, com o objetivo de provocar alterações morfológicas e fisiológicas em cada parte do corpo de maneira isolada.São movimentos que priorizam a ação de determinado grupo muscular, deixando relativamente inativas as demais partes do corpo.

A principal vantagem desse tipo de trabalho é a maior possibilidade de administrar uma sobre carga concentrada para cada grupo muscular, uma vez que cada músculo tem uma capacidade de força particular. Assim, podem-se obter resultados semelhantes para as capacidades motoras, em comparação com exercícios que exijam o esforço de vários grupos musculares ao mesmo tempo.

 


O exercício localizado prioriza o trabalho de algumas fibras musculares, mas não as isola completamente. Não existe um único movimento que seja executado por um músculo apenas.

Só para manter o corpo de pé pelo menos os músculos do tronco e das pernas estarão trabalhando ao mesmo tempo.

O corpo humano possui mais de 600 músculos esqueléticos, aqueles fixados aos ossos e que controlamos voluntariamente. Ele difere entre si em forma, função e tamanho, o qual será proporcional à capacidade de força. Na execução de um movimento, pelo menos três músculos de uma, mesma parte do corpo participam. No contexto do movimento, eles são classificados como agonistas, antagonistas e sinergistas.

Agonista lembra protagonista e não é a toa. Os agonistas, também chamados de motores primários, são os músculos que assumem maior responsabilidade na execução de um movimento.

Os antagonistas, como o nome já define, são músculos de oposição aos motores primários, que servem para resistir ao movimento dos agonistas e assim proteger o sistema locomotor de exageros. Os sinergistas são, por sua vez, os músculos auxiliares dos motores primários.

O exercício localizado, embora se destine ao desenvolvimento do sistema locomotor, nem sempre envolve movimento. Há exercícios localizados que priorizam o trabalho muscular estático, também chamado de isométrico. Nesse tipo de exercício, a pessoa fica imóvel por alguns segundos (ou minutos) numa posição que exija esforço simultâneo dos agonistas, antagonista e sinergistas.

Os exercícios localizados podem ter, basicamente, um dos seguintes objetivos: aumento da resistência, aumento do tônus muscular, o aumento da força, a hipertrofia ou a manutenção de qualquer uma dessas qualidades. A ginástica localizada e a musculação são os principais formatos de exercícios localizados.
Ambas as atividades se baseiam em uma seqüencia desses exercícios dirigidos para cada um dos principais grupos musculares

terça-feira, 23 de abril de 2013

RELATÓRIO DE TREINO DA ALUNA "G"

Hoje a aluna "G" iniciou as 7h com esteira 30' em ritmo acelerado e logo após treinamento de tríceps, costas, gluteos e femorais no TRX.
A "G" ja se sente bem mais fraca devido a dieta de 600kcal que está fazendo por orientação de seu médico ortomolecular e que terá a duração de 3 semanas, estamos na metade do processo.
A fadiga é clara mas para manter seu condicionamento geral continuamos com atividade física de moderada a leve...falta pouco...
"G" está de parabéns e sem qualquer medição já vimos a olho nu algumas mudanças em seu SHAPE!

O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis."
José de Alencar

domingo, 21 de abril de 2013

O QUE É TRX SUSPENSION TRAINING?


Criado pelas forças especiais da Marinha dos EUA (Navy SEALs), o Suspension Training é um método revolucionáro de treinamento feito com o peso do próprio corpo.

 

O TRX Suspension Trainer é um equipamento completo de treinamento, portátil e de fácil ajuste. Possibilita centenas de exercícios que desenvolvem força, flexibilidade, equilíbrio, estabilidade do core e mobilidade, simultaneamente, de forma segura e na intensidade que o usuário desejar. O TRX  Suspension Training é uma nova forma de treinar - efetiva, desafiadora e divertida!

 

Pesando menos de 900gr, o TRX oferece melhor desempenho e funcionalidade do que grandes equipamentos de treino que custam milhares de dólares. O TRX é ajustado em segundos e pode ser levado a qualquer lugar. Assim, você pode manter a forma em casa, na academia ou em viagens sempre que desejar. Milhares de pessoas de todos os níveis de condicionamento físico já treinam com o TRX de atletas profissionais, que precisam de desempenho máximo, até pessoas que desejam apenas se sentir e estar em forma. Seja qual for seu objetivo de fitness, a TRX te ajuda a chegar lá!


O TR Xé mais do que o equipamento de treino mais versátil existente no mercado, é um sistema de treino completo.

 

Realize centenas de exercícios funcionais com apenas um TRX. Use em casa ou fora

de seu quarto de hotel - onde você quiser. Ele é perfeito para todos os níveis e objetivos de fitness. Construa força, flexibilidade, estabilidade do core e condicionamento metabólico.

 

Pesando menos de 900gr, o TRX oferece melhor desempenho e funcionalidade do que grandes equipamentos de treino que custam milhares de dólares. O TRX é ajustado em segundos e pode ser levado a qualquer lugar. Assim, você pode manter a forma em casa, na academia ou em viagens sempre que desejar. Milhares de pessoas de todos os níveis de condicionamento físico já treinam com o TRX, de atletas profissionais, que precisam de desempenho máximo, até pessoas que desejam apenas se sentir e estar em forma. Seja qual for seu objetivo de fitness, a TRX te ajuda a chegar lá!

O TRX é mais do que o equipamento de treino mais versátil existente no mercado, é um sistema de treino completo de corpo inteiro.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS DURANTE A GESTAÇÃO.

 
 
 

Introdução

    Através de nossa história, toda literatura que recomenda "exercícios" durante a gestação é sempre baseada no "senso comum". Pesquisas, quando realizadas, nunca concluem exatamente o que ocorre durante o período gestacional, pois nem médicos, nem pesquisadores, nem as próprias gestantes querem correr qualquer tipo de risco. Infelizmente, nenhum padrão de exercícios foi propriamente desenvolvido para gestantes, e alguns trabalhos domésticos são extremamente árduos do que algumas atividades físicas bem orientadas (BARROS, 1999).

    Se, por um lado, a comunidade médica falha em pesquisas concretas e estabelece programas pré-natais com bases puramente cientificas, por outro lado os defensores ferrenhos do esporte promovem programas específicos desprovidos de bases cientificas, de avaliações clinicas e supervisão médica.

    A única certeza que se tem é a de que nós, profissionais que vamos trabalhar com gestantes, devemos proporcionar a elas uma atividade física agradável e segura, respeitando a individualidade e, principalmente, obedecendo regras básicas de bom senso. Precisa-se ter em mente o processo que acontece durante a gestação e que provoca profundas alterações metabólicas e hormonais, modificando respostas às atividades físicas (BARROS, 1999).

    De acordo com ARTAL & WISWELL, (1986) a gravidez provoca na mulher alterações fisiológicas e psicológicas que merecem ser discutidas. Por volta da 10ª semana gestacional inicia-se o aumento do volume plasmático, provocada pela retenção hidrossalina. O aumento da volemia produz um aumento do fluxo cardíaco, aumentando o volume de ejeção sistólica, e, especialmente a partir do sexto mês de gravidez, ocorre um aumento da freqüência cardíaca, em torno de 10 a 15 batimentos por minuto, ocasionado pela queda da resistência periférica.

    A modificação corporal básica que ocorra na gravidez é o aumento uterino. Até, por volta da 10ª semana, o útero ainda está restrito à cavidade pélvica, mas a partir daí, seu aumento se evidencia sobre a parede abdominal. Durante a gravidez ocorre a expansão torácica, pelo relaxamento dos ligamentos intercostais e ascensão do diafragma pelo crescimento uterino, que resulta no aumento da capacidade inspiratória, no decorrer da gravidez, em até cerca de 300 ml. Modificações no nível de ventilação por minuto estão relacionadas a um aumento do volume corrente e da freqüência respiratória (ARNONI, 1996).

    Para HANLON (1999), a modificação postural é um mecanismo compensatório, que tende a minimizar os efeitos ligados ao aumento de massa e distribuição corporal na gestante. Por exemplo, a hiperlordose lombar deve-se à distensão dos músculos da parede abdominal e à projeção do corpo para frente do centro de gravidade. Devido ao acréscimo do volume uterino no abdome.

    Nos últimos meses de gravidez, as mulheres tendem a projetar os ombros para frente, arqueando mais que o normal a curva das costas, para encontrar um equilíbrio postural. Podem aparecer, assim, dores nas costas, pelo excessivo esforço das fáscias musculares, sendo, portanto, um fator negativo ficar por longo tempo em pé em posição fixa, ou carregar pesos.

    As articulações dos joelhos e dos tornozelos tornam-se menos estáveis, e as da coluna vertebral e do quadril alcançam uma mobilidade que, apesar de modesta, expõe a musculatura dessas regiões a maior tensão.

    As lesões ortopédicas, que ocorrem freqüentemente durante a gravidez podem ser devido ao hiper-relaxamento ligamentar, como também as modificações no equilíbrio da mulher. Desse modo, a hiperlordose lombar aumenta particularmente o risco de hérnia de disco (ROMEN, 1991).

    Os exercícios para gestante deveriam incluir a combinação de atividades aeróbias envolvendo grandes grupamentos musculares e atividades que desenvolvessem força de determinados músculos. Normalmente, acredita-se que uma musculatura abdominal forte possa ajudar no processo de expulsão da criança. A força muscular dos membros superiores é também muito importante para carregar o bebê, que aumenta, cada vez mais, o seu peso (BARROS, 1999).

    Nas prescrições iniciais de exercício aeróbio deveriam ser incluídas, no mínimo, três sessões semanais, com dias intercalados de exercício, cada uma com duração de 30 a 45 minutos. A intensidade de exercícios empregadas deve manter uma média estável da freqüência cardíaca numa faixa de 130 a 150 batimentos por minuto. A freqüência mínima é de três vezes na semana e programados em diferentes atividades, duração e intensidade. Atividades onde existam contato físico e chances de queda são desaconselhados (BARROS, 1999).

    As adaptações do organismo ao exercício aeróbio no adulto sadio incluem o aumento do volume de ejeção sistólica e um aumento do debito cardíaco máximo. O objetivo desejado para todas essas mudanças é que toda e qualquer intensidade de exercício constituam um nível relativamente baixo de estresse no estado de condicionamento, o que seria evidenciado facilmente por uma menor elevação da freqüência cardíaca (PIRIE, 1989).

    No entanto, na gestante, provavelmente não é o aumento das varias capacidades que constitui o resultado desejado. Mais especificamente deveria ser a manutenção do debito sistólico, a capilarização muscular e a capacidade oxidativa da célula muscular para se contrapor à diminuição dessas capacidades, devido à redução da atividade diária, regularmente observada durante a gestação.

    Há muito tempo o fortalecimento dos músculos abdominais tem sido recomendado para a manutenção da postura, para ajudar na fase de expulsão do parto e para retornar ao aspecto da parte inferior do tronco antes da gravidez. Devido à grande quantidade de movimentos que requerem os cuidados com a criança, o aumento de força dos membros superiores pode ser muito útil.

    Uma questão importante para a mulher interessada em continuar um programa de exercício após a concepção é quanto tempo deve esperar para iniciá-lo. Devido ao grande estresse fisiológico e psicológico do parto e às mudanças hormonais que a ele se seguem, geralmente recomenda-se que os exercícios intensos não sejam realizados antes de uma a duas semanas após o parto. Existem grandes diferenças individuais, e as regras mais lógicas a serem seguidas são o desejo da mãe em exercitar-se a sua percepção das respostas fisiológicas quando da retomada dos exercícios (SKINER, 1991).

    MITTELMARK et al. (1991), referem que, no global, podemos tirar as seguintes conclusões:

·         Mulheres que se exercitam antes da gravidez, e que continuam a faze-lo durante a gravidez, tendem a ganhar menos peso e a parir bebês menores que os de controles.

·         Todas as mulheres, sem levar em conta o nível de atividade física prévio, diminuem sua atividade física com o progredir da gravidez.

·         Mulheres fisicamente ativas tendem a tolerar melhor a dor do parto.

    E que são necessárias, para a prática do exercício físico, algumas recomendações:

·         Prescrição médica. Para qualquer atividade física com gestantes são necessárias sempre as prescrições e avaliações médicas, sem isso o profissional estará sujeito a correr riscos desnecessários. O médico deverá especificar as atividades que a gestante não deve executar e a intensidade ideal para o trabalho.

·         Não objetivar o condicionamento físico, não aumentar a atividade física de antes da gravidez. Não se deve ter como objetivo o aumento do condicionamento físico, pois com a gestante ocorre exatamente o inverso: sua resistência inicial tende a diminuir. O ideal é não aumentar a atividade física ou mantê-la desenvolvida como antes de engravidar (não deixar para começar a fazer exercícios somente ao ficar grávida).

·         Realizar exercícios que não levem a fadiga, com duração de no Máximo 30 minutos de atividade vigorosa, sempre entre 50% e 70% da capacidade máxima da gestante. Durante a atividade física com as gestantes, o cuidado para não cansá-la é essencial e deve ser uma preocupação constante do profissional; a parte mais "forte" da aula (parte aeróbia) deve ser de no máximo meia hora e a freqüência cardíaca não deve exceder a capacidade média individual de cada aluna.

·         Evitar o aumento na temperatura corporal (evitando lugares muito quentes e água no máximo a 32 graus no inverno). Durante a atividade física, a temperatura do corpo tende a subir; se o ambiente ou a água estiverem muito quentes poderá ocorrer na gestante uma hipertermia (excesso de calor). Além disso, deve-se evitar roupas muito pesadas ou quentes. Ressalta-se que as diferenças ambientais e climáticas também devem ser levadas em consideração, bem como a época do ano: inverno ou verão. Em São Paulo, por exemplo, a temperatura da água pode ser mais elevada, por volta dos 31 graus no inverno e 29 no verão; já no Nordeste, deve ser mantida em no máximo 28 graus no inverno e 26 no verão.

·         Evitar a perda hídrica durante a atividade física (bebendo água antes, durante e após as atividades).

·         Realizar as atividades de 2 a 3 vezes por semana, no mínimo, com duração de no máximo 90 minutos.

·         Evitar exercícios em gestantes que tenham riscos comprovados pelo obstetra responsável. Por isso, a necessidade da prescrição médica já mencionada.

·         Parar as atividades assim que a gestante apresentar algum sintoma fora do comum. A gestante deve ser orientada a respeitar seu próprio corpo e acatar a posição do médico com relação às atividades liberadas. Qualquer sintoma incomum ou fora dos padrões normais deve ser imediatamente comunicado pela gestante ao profissional que deve aconselhá-la a fazer essa comunicação imediatamente ao médico.

·         Estar sempre controlando a freqüência da gestante, através de equipamentos específicos. Caso não possa contar com essa tecnologia, o profissional deve controlar as gestantes pela tomada constante da freqüência, pela própria aluna ou pelo Percept Test (observação do rosto da aluna, vendo se está com expressão cansada ou assustada). Temos ainda o Talking Test: por meio de uma ou duas perguntas, o profissional avaliará pela forma da resposta se a gestante está ofegante ou não.

    Os exercícios vão, necessariamente, auxiliar para que o parto mais fácil, contribuindo de várias maneiras:

·         melhora na circulação sangüínea;

·         ampliação do equilíbrio muscular;

·         redução do inchaço;

·         alivio nos desconfortos intestinais;

·         diminuição de câimbras nas pernas;

·         fortalecimento da musculatura abdominal, e

·         facilidade na recuperação pós-parto.


Objetivos

·         Verificar a quantidade de profissionais médicos que indicam atividades físicas as suas pacientes gestantes.

·         Relacionar as atividades físicas sugeridas por estes profissionais.

·         Verificar qual o tipo de atividade física recomendada pelos profissionais médicos as gestante.

·         Quantificar os benefícios proporcionados pela atividade física em gestantes.

·         Descobrir até que ponto a atividade física não interfere no desenvolvimento do feto.

Conclusões

·         Os profissionais médicos, que tratam das mulheres no período de gestação, estão extremamente conscientes dos benefícios do exercício físico neste período.

·         Que a atividade física, neste período, auxilia para que as mulheres não ganhem muito peso, possibilitando um retorno mais rápido ao peso de antes do período de gestação.

·         Existe a necessidade de se formar profissionais, da área de Educação Física, especializados para o trabalho com estas mulheres.

·         Exercícios físicos, na maioria das vezes, precisam ser modificados para sua aplicação em mulheres, principalmente no período de gestação.


Bibliografia

·         ARNONI, A.S.; ANDRADE, J.; ESTEVES, C.A,. Tratamento com métodos intervencionistas nas gestantes - escolha do momento. Cap. 118, p 1038-42, SOCESP Cardiologia 2ª ed, Atheneu, São Paulo, Souza. AGMR e Mansur A.J., 1996.

·         ARTAL, R.; WISWELL, R.: Exercícios na gravidez, Manole, 1986.

·         BARROS.T.L; GHORAYEB, N. Exercícios, Saúde e Gravidez - in: O Exercício - Preparação Fisiológica, Avaliação Médica, Aspectos Especiais e Preventivos. Ed. Atheneu, 1999.

·         HANLON, T.W. Ginástica para Gestantes - O Guia Oficial da YMCA para Exercícios pré-natais. Manole, 1999.

·         MITTELMARK, R.A.; DOREY, F.J.; KIRSCHBAUM, T.H.. Effect of maternal exercise on pregnancy outcome. In: Exercise in pregnancy. 2ª ed, Williams & Wilkins, Baltimore, p. 9-29, 1991.

·         PIRIE, L.B.; CURTIS, L.R. El deporte durante el embarazo. Buenos Ayres, Editorial Medica Panamericana, 1989, 220p.

·         ROMEN, Y.; MASAKI D.I.; MITTELMARK, R.A. : Physiological and endocrine adjustment to pregnancy. In Exercise in pregnancy. 2ª ed, Williams & Wilkins, Baltimore, p 9-29, 1991.

·         SKINER, J.S. Prova de Esforço e Prescrição de Exercício Físico para casos específicos - Bases Teóricas e Aplicações Clinicas. Revinter, 1991.